Experiência escolhida a dedo · Guilin
Guilin, China
Sobrevivem mais de setenta inscrições a tinta nas paredes da gruta, a mais antiga datada de 792 — poemas deixados por quem viajou até ali para a ver.
Discover the majestic scenery of beautiful Guilin.
Venture deep into the Reed Flute Cave to see its impressive stalactite formations.
Experience the spectacular Li River, one of China's most beautiful places, even featured on a Chinese yuan note.
Visit the iconic natural formation of the Elephant Trunk Mountain.
Poemas deixados nas paredes por viajantes de doze séculos atrás
Salas que abrigaram famílias durante os bombardeamentos da guerra
Formações recortadas por luz de cor intensa
O arco sobre o rio que se tornou o emblema da cidade
Veículo e guia privativos durante toda a meia jornada
Um ritmo definido por si, e não imposto
Uma meia jornada privativa em Guilin com a Gruta da Flauta de Junco, a caverna cársica sob as colinas, e a Colina da Tromba do Elefante, a formação rochosa que se tornou o emblema da cidade.
É a coisa que quase ninguém conta, e muda a forma como o lugar se sente.
Nas paredes, a tinta, há mais de setenta inscrições deixadas por visitantes de outrora. A mais antiga está datada de 792. Não são grafítis no sentido moderno: na maioria são poemas, ou breves apontamentos de viagem, escritos por gente que ali fora de propósito para ver a gruta e quis registar tê-lo feito.
Ou seja, isto já era algo que valia a viagem durante a dinastia Tang. O turismo não é uma camada moderna aplicada a um acidente natural. Tem mil e duzentos anos e está documentado na rocha, na caligrafia de quem o praticou.
A certa altura a gruta caiu em desuso e assim ficou durante séculos.
O que trouxe as pessoas de volta foi a guerra. Durante os bombardeamentos japoneses do final da década de 1930 e dos anos 1940, famílias abrigaram-se nestas salas, e a gruta foi usada a sério ao ponto de nela funcionarem hospitais e de ali se produzir um jornal. Foi redescoberta como refúgio, não como maravilha.
Só depois, nos anos 1960, voltou a abrir como atração — retomando um papel que desempenhara pela última vez sob uma dinastia terminada no século dez.
As salas são iluminadas por luz colorida intensa: verdes, vermelhos e violetas lançados sobre as estalactites e os lagos de reflexo.
Há quem adore e há quem ache excessivo, e vale a pena decidir de que lado está antes de ir. Não é uma iluminação discreta, de aparência natural, e as fotografias saem saturadas. O que ela consegue é escala — as paredes ao fundo da maior sala seriam invisíveis sem ela.
A segunda paragem é a formação que aparece em tudo o que se imprime nesta cidade: um promontório com um arco gasto de lado a lado à beira de água, lido durante séculos como um elefante a baixar a tromba para beber.
É uma visita curta e sobretudo uma fotografia, melhor tirada da margem, com o arco refletido na água.
O piso da gruta está húmido e irregular em vários troços, e a temperatura lá dentro mantém-se fresca seja qual for o tempo cá fora, pelo que uma camada leve é sensata mesmo no verão.
Sendo um programa privativo, o ritmo é o seu — e vale a pena usá-lo na gruta, onde a maioria dos grupos avança mais depressa do que as formações merecem.
Abra-a para escolher uma data e calcular o preço.
O que o preço cobre e o que deve prever à parte.
Os detalhes práticos e as respostas que as pessoas realmente procuram.
Mais de setenta inscrições a tinta deixadas por visitantes de outrora, na maioria poemas e breves apontamentos de viagem, e não rabiscos ao acaso.
Traz a data de 792, o que a coloca na dinastia Tang, cerca de doze séculos atrás.
Prova que a gruta já era um destino a que as pessoas viajavam para ver. O turismo aqui não é um acrescento moderno.
Não. Depois daquele período inicial caiu em desuso durante séculos e foi praticamente esquecida.
Os bombardeamentos. Famílias abrigaram-se lá dentro nos anos de guerra, e as salas acolheram hospitais em funcionamento e até um jornal.
De modo algum. Verdes, vermelhos e violetas intensos são lançados sobre as formações, e as fotografias saem saturadas.
Divide opiniões. O que ela consegue é dar escala — as paredes ao fundo da maior sala simplesmente desapareceriam sem ela.
Um promontório calcário atravessado por uma abertura ao nível da água. A semelhança foi notada há muito e o nome ficou.