Experiência escolhida a dedo · Florença
Florença, Itália
Três aldeias numa carrinha de oito: a que fica cem metros acima do mar com 382 degraus até lá, porque é que o barco pode virar comboio, e a lama de 2011.
Um grupo pequeno, limitado a oito, para que o dia se mantenha manejável
Uma carrinha com ar condicionado e um motorista-acompanhante durante todo o dia
Três aldeias: Manarola, Vernazza e Corniglia
Uma travessia costeira partilhada quando o mar deixa, e o caminho de ferro da costa quando não deixa
Um miminho de época: gelado nos meses quentes ou um aperitivo de inverno
Um dia de dez horas desde Florença até três das aldeias das Cinque Terre, numa carrinha limitada a oito pessoas. Cerca de cinco dessas horas passam-se a viajar, que é a troca por chegar a um troço de costa sem autoestrada nenhuma por perto. Semiprivado aqui significa um grupo pequeno e não um grupo só vosso, e a diferença prática é que o dia continua a seguir uma forma fixa.
Isto apanha gente desprevenida todas as semanas. Corniglia assenta no topo de um promontório, a cerca de cem metros acima da água, e é a única das cinco sem porto e sem acesso direto à água. Da estação, ou se apanha o autocarro de ligação ou se sobe a escadaria de tijolo, que conta trinta e três lanços e 382 degraus. Em agosto, a meio do dia, essa subida é coisa séria. Decidam com antecedência quem a vai fazer.
A travessia costeira está escrita no programa com o comboio ao lado como alternativa, e isso não é uma evasiva — é a descrição honesta de um serviço que não pode navegar com ondulação. Quando sai, é de longe a melhor maneira de ver as aldeias, porque foram construídas para serem abordadas a partir de água e só desse ângulo fazem sentido. Note-se ainda que nenhum barco pode chamar à aldeia do alto da falésia, que não tem onde encostar.
A pessoa que vai convosco conduz, organiza os tempos e sabe onde estão as coisas. Tratem-na como quem resolve e não como quem discursa, e façam perguntas diretas em vez de esperarem por um comentário que não vem.
Numa tarde de outubro desse ano, uma parede de lama e detritos desceu o vale por trás da aldeia e encheu a rua principal até quatro metros de profundidade. Morreram três pessoas. O sítio por onde passam foi desenterrado e reconstruído em cerca de um ano, em grande parte por quem ali vivia, e ainda se encontram marcas nas paredes a assinalar a altura que a lama atingiu. Vale a pena saber isto antes de fotografar o porto.
Manarola não tem praia e mal tem porto, por isso os barcos de pesca são içados por uma rampa e estacionados entre as casas quando o tempo vira. Nada-se a partir das rochas, para água funda, sem nenhum declive suave e sem areia em lado nenhum.
Por cima dessa aldeia, um homem começou no início da década de 1960 a montar uma iluminação de Natal com sucata e lâmpadas velhas e foi acrescentando-lhe coisas durante décadas. Cobre hoje uma encosta inteira de socalcos com milhares de luzes e é apontada como a maior do género seja onde for. Está acesa do princípio de dezembro ao fim de janeiro.
Não da Toscana, de onde partiram. O manjericão é uma cultura regional protegida, criada em estufas ao longo do litoral da Ligúria e colhida nova para que as folhas fiquem pequenas e o sabor não vire para a hortelã. Peçam-no aqui em vez de o guardarem para Florença.
Levem calçado com que consigam subir degraus e levem água. As refeições ficam por vossa conta, para além do miminho que vai incluído. Não há recolha no alojamento e o cancelamento é livre até um dia antes.
Abra-a para escolher uma data e calcular o preço.
O que o preço cobre e o que deve prever à parte.
Os detalhes práticos e as respostas que as pessoas realmente procuram.
Cerca de cinco, repartidas entre a ida e o regresso. Não há autoestrada perto desta costa — e é precisamente por isso que ela continua como está.
Corniglia, empoleirada a cerca de cem metros num promontório. Da estação, é o autocarro de ligação ou uma escadaria de tijolo de trinta e três lanços e 382 degraus.
Depende da ondulação e decide-se no próprio dia. O barco é bem melhor experiência quando sai, já que estas aldeias foram construídas para serem vistas de água, mas não pode navegar com mar bravo.
Não. A do alto da falésia não tem qualquer local de atracagem, por isso chega-se lá sempre por caminho de ferro ou por estrada, por muito calmo que esteja o mar.
Conduz, trata dos tempos e conhece o terreno. Façam-lhe perguntas diretas em vez de esperarem por um comentário contínuo e tirarão muito partido dele.
Uma torrente de lama e detritos desceu o vale por trás da aldeia numa tarde de outubro e encheu a rua principal com quatro metros de profundidade, matando três pessoas. Foi desenterrada e reconstruída em cerca de um ano, sobretudo pelos residentes.
A partir das rochas e não da areia. Manarola em particular não tem praia, e os seus barcos de pesca são içados por uma rampa e estacionados entre as casas quando o tempo vira.