Experiência escolhida a dedo · Berlin
Berlin, Alemanha
Um portão a que ninguém pôde chegar durante vinte e oito anos, cavalos levados por Napoleão e devolvidos, e uma janela no chão com vinte mil livros em falta.
Discover the story of Berlin, prior to World War I and II, with a visit to the Berlin Cathedral.
See the historic Konzerthaus Berlin, initially built as a theater from 1818 to 1821
Learn about how World War II completely changed the city with a visit to the Holocaust Memorial and Brandenburg Gate
Marvel at TV Tower Berlin, where boasts 360-degree views of the city from the top!
Um percurso guiado de três horas e meia a quatro pelo centro
Uma paragem no Portão de Brandeburgo, com a história por detrás dele
O exterior da Ilha dos Museus e o que cada edifício guarda
Histórias que atravessam a Berlim prussiana, a da Guerra Fria e a de hoje
Uma caminhada guiada de três horas e meia a quatro pelo centro de Berlim, do Portão de Brandeburgo pela grande avenida até à Ilha dos Museus, com um guia local a falar da cidade prussiana, da cidade dividida e da que está aqui agora. Vê-se tudo por fora; os interiores dos museus tratam-se à parte.
O encontro é no centro e o resto faz-se a pé. O percurso é plano e o passo dá para conversar, com paragens longas o bastante para olhar como deve ser para cada sítio. O guia explica o que foram os edifícios, o que lhes aconteceu e o que os substituiu, e aponta-lhe aquilo a que vale a pena voltar por sua conta.
A partir de 1961, o Portão de Brandeburgo ficou dentro da faixa da morte: murado do lado oriental e inalcançável do ocidental. Durante uma geração foi um monumento que só se podia fotografar à distância, por gente a quem não era permitido passar por baixo dele. É por isso que as imagens das multidões em cima do Muro, em Novembro de 1989, foram tiradas precisamente ali.
Napoleão levou o carro e os seus quatro cavalos como despojo de guerra em 1806 e mandou-os para Paris. Voltaram em 1814, depois da derrota dele, e no regresso a deusa que os conduz recebeu uma cruz de ferro e uma águia prussiana, convertendo um monumento à paz num monumento à vitória. A figura actual é uma substituição do pós-guerra, fundida a partir dos moldes originais.
Na praça ao lado da antiga universidade há um vidro assente no chão e, por baixo, uma sala branca de estantes vazias. Marca o sítio onde estudantes queimaram cerca de vinte mil livros em Maio de 1933. As prateleiras comportam exactamente o volume que foi destruído e mais nada, e não há placa alguma a explicar o que se deve sentir.
Um dos edifícios da Ilha dos Museus ficou como uma carcaça bombardeada desde 1945 até ao fim do século. Quando foi finalmente recuperado, o arquitecto deixou de propósito à vista as marcas dos estilhaços, o reboco em falta e o tijolo queimado, preenchendo as falhas com material novo e liso em vez de imitação. O edifício lê-se hoje como a sua própria história, e não como a reposição de um original perdido.
A torre de televisão foi construída pelo Estado da Alemanha de Leste nos anos sessenta e, quando o sol bate na esfera de aço, o reflexo forma uma cruz. Os berlinenses chamaram-lhe a Vingança do Papa, e nenhuma quantidade de irritação oficial alguma vez a fez desaparecer.
As entradas dos museus tratam-se à parte e vale a pena reservá-las com antecedência se pensa voltar; um dos grandes museus da ilha está fechado para uma longa obra. Calçado cómodo importa mais do que tudo o resto. O cancelamento é livre até um dia antes.
Abra-a para escolher uma data e calcular o preço.
O que o preço cobre e o que deve prever à parte.
Os detalhes práticos e as respostas que as pessoas realmente procuram.
Três horas e meia a quatro a pé pelo centro, do Portão de Brandeburgo pela avenida principal até à Ilha dos Museus, com comentário sobre a cidade prussiana, a dividida e a de hoje.
Não — a ilha vê-se por fora. As entradas tratam-se à parte, e um dos grandes museus está fechado para uma longa obra.
Porque a partir de 1961 ficou dentro da faixa da morte: murado a oriente, inalcançável a ocidente e só fotografável à distância durante vinte e oito anos. Foi por isso que as multidões se juntaram ali em Novembro de 1989.
Napoleão levou-os para Paris como despojo em 1806. Voltaram em 1814, e a deusa que os conduz recebeu então uma cruz de ferro e uma águia prussiana, passando um monumento à paz a monumento à vitória.
Uma vista para baixo, para uma sala branca de estantes vazias, no sítio onde cerca de vinte mil livros foram queimados em Maio de 1933. As prateleiras comportam exactamente o volume destruído, sem placa explicativa.
Porque o restauro o quis assim. As marcas dos estilhaços, o reboco em falta e o tijolo queimado ficaram à vista e as falhas foram preenchidas com material novo e liso, para que o edifício se leia como a sua própria história.
Um reflexo. O sol a bater na esfera de aço forma uma cruz, efeito a que os berlinenses chamaram a Vingança do Papa, para grande incómodo do Estado que a construiu.