Experiência escolhida a dedo · Quioto
Quioto, Japão
O pavilhão da moeda de dez ienes, com a fénix do telhado na nota de dez mil — erguido em 1053 como maquete em tamanho real do paraíso, porque 1052 foi tido como o primeiro ano da idade final do mundo.
Come face to face with the iconic Amida Buddha .
Catch a glimpse of the Eleven-headed Kannon on display.
At the first glance, you’ll find out why the temple garden is considered as a National History and Scenic Beauty site.
Um edifício de que quase toda a gente já tem uma imagem sem dar por isso
Arquitetura concebida como argumento físico e não como ornamento
Escultura dourada ainda de pé onde foi instalada
Cinquenta e duas figuras esculpidas fixadas nas paredes interiores
Um museu moderno mantido debaixo de terra para não estragar a vista
Uma cidade de chá à porta, se a hora se transformar em duas
Entrada no Byodoin, em Uji, a sul de Quioto propriamente dita e a cerca de meia hora de comboio. Uma hora chega para os jardins, para o pavilhão na sua ilha e para o museu que fica atrás. É um recinto pequeno com um peso invulgarmente grande na vida visual japonesa, e a maioria dos visitantes reconhece o edifício antes de saber porquê.
Olhe para uma moeda de dez ienes. O edifício cunhado nela é este. Depois olhe para uma nota de dez mil ienes: a ave que nela aparece é a fénix deste telhado. O pavilhão foi classificado Tesouro Nacional em 1951 e desde então nunca saiu da moeda corrente, o que significa que um país inteiro anda há setenta anos com uma imagem dele no bolso sem necessariamente o ter visitado.
É esta a parte que reenquadra o lugar todo. O pensamento budista japonês sustentava que 1052 era o primeiro ano do mappo, a Última Idade da Lei — a longa era final em que o ensinamento sobrevive mas já não funciona, e a iluminação pessoal se torna impossível.
Nesse ano, o regente Fujiwara no Yorimichi transformou a casa de campo do pai num templo. No ano seguinte ergueu o Pavilhão da Fénix. Se a salvação já não podia ser alcançada pela prática, a esperança que restava era renascer no Paraíso Ocidental de Amida; por isso construiu aqui uma maquete desse paraíso, em madeira, em tamanho real, e assentou-a numa ilha no meio de um lago, para que pareça flutuar acima do chão. O reflexo não é decoração. O reflexo é o argumento.
Um Amida sentado, em madeira dourada, do escultor Jocho, e cinquenta e dois pequenos bodisatvas fixados nas paredes à sua volta, montados em nuvens e a tocar instrumentos — a comitiva que vem buscar quem está a morrer. O interior era originalmente pintado de alto a baixo, e sobrevive o suficiente, a par do acervo do museu, para mostrar como era o pavilhão quando estava novo. O museu é moderno, quase todo subterrâneo, e foi deliberadamente mantido baixo para não competir com a vista.
Os jardins e o museu abrem com o bilhete normal; entrar no próprio Pavilhão da Fénix é uma admissão à parte, com hora marcada e lugares limitados, tratada no próprio dia. É o lago que dita a fotografia — a vista clássica faz-se da margem oriental virada a poente, melhor de manhã e notável quando a água está parada. Uji é também a mais famosa cidade de chá verde do Japão, e merece uma hora só para si, se a tiver.
Abra-a para escolher uma data e calcular o preço.
O que o preço cobre e o que deve prever à parte.
Os detalhes práticos e as respostas que as pessoas realmente procuram.
Em Uji, a sul do centro da cidade, sensivelmente a meia hora de comboio.
Aparece na moeda de dez ienes, e a ave do seu telhado aparece na nota de dez mil ienes.
Desde o momento em que recebeu a mais alta classificação patrimonial, em meados do século passado, e aí ficou.
O seu fundador acreditava que a idade final do ensinamento tinha começado, por isso ergueu uma maquete do paraíso em que esperava renascer.
A casa de campo tornou-se templo em 1052 e o pavilhão ficou concluído no ano seguinte.
O escultor Jocho, cujo Amida sentado em madeira dourada continua no lugar.
Cinquenta e dois bodisatvas sobre nuvens, a tocar instrumentos e a dançar, representando a comitiva que acolhe quem está a morrer.
O acesso ao interior é uma admissão à parte, com hora marcada e lugares limitados, tratada no dia da visita.