Experiência escolhida a dedo · Paris
Paris, FrançaConfirmação Instantânea
A dança que deu fama ao Moulin Rouge foi um dia perseguida como indecência, e a sala onde se senta é a reconstrução depois do incêndio de 1915.
Os monumentos vistos iluminados, e não à luz do dia
Uma revista na sala que deu à dança a sua fama
Um copo erguido antes de a cortina subir
Dez línguas de narração, escolhidas no seu lugar
Um acompanhamento que trata das duas metades da noite
Uma noite em Paris em duas metades: um passeio panorâmico pelos monumentos iluminados com comentário gravado e, depois, um lugar no Moulin Rouge para a revista Féerie, com um copo de champanhe.
O can-can não começou como entretenimento para visitantes. Nasceu nos salões de baile operários da década de 1830, onde se chamava chahut, e era dançado tanto por homens como por mulheres. O pontapé alto e a espargata eram improviso, não coreografia.
As autoridades tratavam-no como indecência. Bailarinas eram nomeadas em relatórios policiais e algumas foram detidas; a objecção era menos o pontapé do que aquilo que o pontapé revelava, numa altura em que o que as mulheres usavam por baixo não era para ser visto em público. A dança arrastou um travo de ilícito durante décadas antes de se tornar respeitável.
Quando o Moulin Rouge abriu, em 1889 — no mesmo ano da Exposição Universal e da torre construída para ela —, a dança já tinha seguidores, e os cartazes de Toulouse-Lautrec transformaram bailarinas em nomes que toda a gente conhecia. O que hoje é uma revista polida foi, ainda na memória dos seus fundadores, algo que as autoridades queriam ver acabar.
Um incêndio destruiu a sala em 1915 e ela só reabriu em 1921. O que se vê por dentro é a reconstrução.
O moinho no telhado nunca moeu nada. É um letreiro, embora não arbitrário: Montmartre foi uma colina de moinhos a trabalhar antes de a cidade a engolir, e alguns dos verdadeiros ainda estão de pé a poucas ruas dali.
A recolha no início não faz parte disto. Chega ao ponto de partida por seus meios, e a anfitriã encontra-o ali.
O bengaleiro do Moulin Rouge é obrigatório e resolvido por si na própria noite — malas e casacos não entram na sala.
O desembarque no fim é num ponto central e não à sua porta: a Ópera, os Campos Elísios, Montparnasse ou a Bastilha, o que lhe der mais jeito.
O passeio é panorâmico. Fica a bordo e vê os monumentos através do vidro, o que numa noite fria é precisamente a vantagem, mas convém saber se contava andar a pé.
Na sala veste-se com algum apuro, sem ser formal. Não usar ganga nem sapatilhas é a expectativa habitual.
O percurso é o mesmo nos dois casos — a diferença é quem mais vai na viatura. Abra uma opção para ver as datas e calcular o preço.
O que o preço cobre e o que deve prever à parte.
Os detalhes práticos e as respostas que as pessoas realmente procuram.
Dos salões de baile operários da década de 1830, onde dava pelo nome de chahut.
Não — nas primeiras décadas os homens também a dançavam.
Era tratado como indecência; algumas bailarinas foram nomeadas em relatórios e algumas detidas.
A primeira temporada foi em 1889, num Verão em que a Exposição Universal atraía multidões enormes à cidade.
Toulouse-Lautrec, cujos cartazes transformaram intérpretes concretas em nomes reconhecidos.
O interior onde se senta data da reconstrução do início dos anos vinte, e não da década dos fundadores.
Nunca funcionou. Montmartre teve moinhos a sério, e alguns sobrevivem ali perto.
Com apuro, sem ser formal — ganga e sapatilhas são as exclusões habituais.