Experiência escolhida a dedo · Yerevan
Yerevan, Armênia
Um mosteiro do século onze por cima dos teleskis, a única cruz esculpida em que Cristo tem feições mongóis, e uma vila de floresta com a segunda melhor água da torneira do mundo.
Vistas de crista alcançadas por cabo e não a pé
Um conjunto monástico novecentos anos mais velho do que a estância lá em baixo
Cruzes esculpidas num promontório acima de um dos maiores lagos de altitude do mundo
Uma vila de montanha em madeira, com oficinas ao longo da rua principal
Carro e motorista para o dia, com a ordem das paragens nas suas mãos
Um dia privado de nove a dez horas a partir de Erevan, com o teleférico de Tsaghkadzor, o mosteiro na península de Sevan e a vila arborizada de Dilijan, em viatura própria com motorista e com folga para acrescentar uma paragem se algo lhe chamar a atenção.
Três sítios com distâncias a sério entre eles, por isso boa parte do dia passa-se na estrada, e é a viatura privada que faz a sequência funcionar. Cada paragem é curta e quase toda ao ar livre. O teleférico funciona por época e o bilhete compra-se na estação, não vem incluído, o que convém saber antes de montar o dia à volta dele.
Por cima dos teleskis de Tsaghkadzor está um conjunto monástico começado no século onze, com igrejas acrescentadas ao longo de duzentos anos e um scriptorium que produziu manuscritos por todo o período medieval. É cerca de nove séculos mais velho do que qualquer infra-estrutura desportiva à sua volta. As duas coisas convivem sem grande comentário: esquiadores no parque de estacionamento, alvenaria do século dez encosta acima.
O mosteiro da península está rodeado de khachkars, as cruzes de pedra esculpida que são a forma de arte própria da Arménia — não há duas iguais, e existem milhares por todo o país. Aquela que aqui se vem ver mostra a Crucificação com Cristo dotado de feições nitidamente asiáticas, esculpida no período de domínio mongol. É o único khachkar conhecido do género, e é um pequeno e estranho registo de quem mandava quando o canteiro trabalhava.
Dilijan fica em floresta cerrada e foi tratada durante quase todo o século vinte como um sítio para onde se manda gente pensar. O Estado construiu ali casas de repouso para compositores, escritores e cineastas, e boa parte da música soviética arménia foi escrita nesses edifícios de madeira. O centro antigo foi restaurado na sua forma oitocentista de madeira, com varandas, galerias e oficinas de artesanato ao longo de uma rua.
Uma comédia soviética muito estimada tem uma personagem a insistir que a água da torneira de Dilijan é a segunda melhor que há, batida apenas pela de São Francisco. A fala ficou famosa ao ponto de a vila ter construído um bebedouro com o diálogo gravado, que é hoje aquilo que toda a gente fotografa. A água é, de facto, muito boa.
O teleférico é sazonal, e o seu bilhete, tal como quaisquer entradas, resolve-se no local. As três paragens são mais altas e mais frescas do que Erevan. As refeições fazem-se conforme o dia permitir, e não estão incluídas. O cancelamento é livre até um dia antes.
Abra-a para escolher uma data e calcular o preço.
O que o preço cobre e o que deve prever à parte.
Os detalhes práticos e as respostas que as pessoas realmente procuram.
Nove a dez horas a partir de Erevan. As três paragens estão mesmo longe umas das outras, por isso boa parte do tempo é estrada — e é para isso que serve a viatura privada.
Não — o bilhete compra-se na estação, e funciona por época. Vale a pena confirmar que está a trabalhar antes de montar o dia à volta dele.
Um conjunto começado no século onze, com igrejas acrescentadas nos duzentos anos seguintes e um scriptorium que produziu manuscritos por todo o período medieval. É cerca de nove séculos mais velho do que as infra-estruturas desportivas.
Mostra a Crucificação com Cristo dotado de feições nitidamente asiáticas, esculpida sob domínio mongol. É o único khachkar conhecido do género, entre milhares espalhados pelo país.
Porque o Estado mandava para lá os seus artistas. Foram construídas casas de repouso no bosque para as uniões criativas, e grande parte da música do país no século vinte foi composta lá dentro.
Uma comédia soviética conhecida tem uma personagem a afirmar que a água da torneira de Dilijan só perde para a de São Francisco. A vila construiu um bebedouro com o diálogo gravado, e é hoje a coisa mais fotografada do centro.
Não — a comida faz-se conforme o dia permitir e quaisquer entradas resolvem-se no local. A viatura, o motorista, o combustível e a água estão cobertos.